Repousada em bancadas de acrĂlico Os olhos tortos pelo mal remanejamento do vidro Em um futuro transpassado com cores voláteis Intensificando cores frias para combinar com a cortina Coração riachuelo, Transmitindo coragem afoita, e foices de amantes Em preces de bispos alaranjados como o sol E em pressa de adultĂ©rio sou teu Amor meu dos lábios rosados e pele corada Espero-te a meia-noite embaixo da marquise Onde nĂłs vimos pela primeira vez Traga o teu mais belo vestido florido O cĂ©u marfim, o sol tom pastel Desentupia meu peito em pigmento Ăndigo Ăšnico sorriso em espiral salmĂŁo E saudade ardil esvaindo ao teu toque Exagero seu, meu amado Uso-lhe somente fora de capelas Onde ficas muito bem ancorado em meu braço Saudando funções decorativas de objetos transatlânticos Teus olhos fluindo como chama Rogados por delicados cĂlios CorroĂdos pela inveja de Cronos Pois algo, alĂ©m da deidade teria tempo duradouro Anjo norteado de querubins E eu homem mundano Rodeado de cupins em meus calcanhares Alvo preferido de um malĂ©fico cĂşpido Presença constante na roda de ciranda Que tira pares embriagados para a dança O galanteio que forjo alĂ©m destes poemas SĂŁo beijos que tenho tecido a cada centĂmetro de teu corpo
Mademoiselle Rocaile, Pierrot Ruivo













