Fernanda Montenegro recita "Um Sopro de Vida" de Clarice Lispector.

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Fernanda Montenegro recita "Um Sopro de Vida" de Clarice Lispector.

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The Silence That Thinks
not every story moves forward
some turn inward
a thought unfolds like a quiet storm
Clarice Lispector writes what we feel before we understand it
not plot— but presence
not action— but awareness
read her slowly and you may hear yourself
discover more: https://worldliterature24.blogspot.com/2026/04/clarice-lispector.html
Ser sozinha não é estar perdida
Às vezes a solidão chega como silêncio, e nele descobrimos mais sobre quem somos. Estar sozinha pode doer em alguns dias, mas também pode ser um espaço de liberdade e autodescoberta. Clarice Lispector escreveu: “Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.” — e é exatamente isso: quando aprendemos a estar conosco mesmas, percebemos que a força e a leveza podem habitar no mesmo corpo.
Ser sozinha é aprender a andar com o próprio passo, a ouvir os próprios pensamentos, a não depender do barulho do mundo para sentir-se inteira. Como disse Rainer Maria Rilke: “A verdadeira pátria do homem é a solidão.”
E talvez seja nesse espaço que florescemos — não porque não precisamos dos outros, mas porque aprendemos, antes de tudo, a precisar de nós. 🌻
“Mas não há paixão sofrida em dor e amor a que não se siga uma aleluia.”
— Clarice Lispector, Água-viva.

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Transcêndencia: Esse é um tema complexo e que não pode ser aprofundado em uma única postagem.
Antes de ler Joseph Campbell ou de estudar sobre o hermetismo, eu nunca tinha antes escutado que nós, seres humanos, temos uma única forma de pensar que é ‘pensar em termos de opostos’. Essa é a nossa natureza e não conseguimos pensar diferente disso.
Explico, a nossa mente está condicionada a certas categorias de pensamento como: bom e ruim, “ser e não ser, plural e singular, verdadeiro e falso” (Campbell). No entanto, o mistério da vida, o Divino, Deus - a verdade sobre estes temas estão além da nossa capacidade de pensar e de entender esses conceitos, pois é maior do que a nossa forma de pensar (acima mencionado). Ou seja, o que temos hoje é apenas uma ideia, uma concepção de Deus e do Universo - e mesmo que entremos em contato com essa ‘verdade’, a mesma não poderia sequer ser explicada pelo nosso vocabulário humano ou ser pensada ou entendida com a nossa mente humana.
Complexo, né? Mas o que isso tem a ver com a transcendência?
Bom, apesar da nossa limitação em entender esses conceitos, ainda assim é possível acessar esse reino divino. Como?
Justamente transcendendo todo o tipo de pensamento, deixando pra trás o aspecto dual de nossa mente. “As melhores coisas não podem ser faladas, porque transcendem o pensamento” (Campbell).
Em muitas regiões asiáticas, os monges passam a vida meditando, aprendendo a esvaziar a mente buscando justamente a transcendência.
Os shamans em muitas tribos do continente americano também buscavam transcender para auxiliar as pessoas de seu entorno.
Atualmente, muitas pessoas se aventuram a entrar em contato com esse divino através de substâncias, o que eu não recomendo. O que recomendo, para nós, reles mortais, é estudar a mitologia e aprender com ela. Pois os mitos são uma herança deixada para nós para conhecer o divino. Especialmente, os mitos são lições repletas de símbolos que podem nos guiar em nossa “jornada do herói”.
Como diz Joseph C: “O mito é aquele campo de referência àquilo que é absolutamente transcendente”.
"Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento". - Clarice Lispector
“E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam…”
“Outro sinal de se estar em caminho certo é o de não ficar aflita por não entender; a atitude deve ser: não se perde por esperar, não se perde por não entender.”
“Com uma amiga chegamos a um tal ponto de simplicidade ou liberdade que às vezes eu telefono e ela responde: não estou com vontade de falar. Então eu digo até logo e vou fazer outra coisa.”
“Recuso-me a ficar triste. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade. Eu estou – apesar de tudo, oh apesar de tudo – estou sendo alegre neste instante-já que passa se eu não fixá-lo com palavras.”
recortes precisos de flechas afiadas