— 𝓟 or que a realidade 3D não importa?
Quando você começa a estudar a lei da suposição, provavelmente uma das primeiras frases que encontra é: "Ignore a realidade 3D." para muitas pessoas, isso parece impossível ou até sem sentido, afinal, como ignorar aquilo que está bem na nossa frente?
Na verdade, a proposta da lei da suposição não é fingir que a realidade não existe, o que ela ensina é que a realidade 3D não é considerada a causa da sua vida, mas sim o reflexo do estado de consciência que você já vinha ocupando. Em outras palavras, ela seria um efeito, e não a origem.
O termo "3D" é usado para representar tudo aquilo que pode ser percebido pelos sentidos: o que você vê, ouve, toca e vive no momento presente. São as circunstâncias externas, como uma mensagem que ainda não chegou, um saldo bancário, um relacionamento, um diagnóstico ou qualquer situação visível.
Segundo a lei da suposição, essas circunstâncias não surgem do nada, elas seriam a manifestação de suposições, crenças e estados internos que foram mantidos por determinado período. Por isso, tentar mudar apenas o mundo externo, sem mudar a forma como você se identifica internamente, seria como tentar alterar o reflexo sem tocar na pessoa que está diante do espelho.
É justamente por esse motivo que tantas pessoas afirmam que "o 3D não importa", isso não significa que ele seja inexistente ou que você deva agir como se nada estivesse acontecendo, significa apenas que ele não tem a palavra final. O fato de uma circunstância existir hoje não determina que ela continuará existindo amanhã.
Imagine uma pessoa que deseja passar em um concurso, ela faz uma prova e o resultado ainda não saiu. Se olhar apenas para a realidade 3D, poderá concluir que ainda não conseguiu a aprovação, porém, dentro da perspectiva da lei da suposição, ela escolhe permanecer na identidade de alguém que já é aprovado, em vez de assumir a identidade de quem vive esperando ou duvidando.
Outro exemplo comum acontece nos relacionamentos, alguém pode dizer: "Mas a pessoa específica nem fala comigo." pela lógica da realidade 3D, isso parece uma prova de que nada está acontecendo, entretanto, a lei da suposição propõe que as circunstâncias atuais não definem o resultado final, justamente porque elas representam apenas um estado anterior.
Isso também explica por que muitas pessoas acabam desistindo das manifestações, elas mudam a forma de pensar por alguns dias, mas continuam verificando o tempo todo se o mundo externo já mudou. Quando não encontram uma resposta imediata, concluem que a lei não funciona, porém, dentro desse conceito, é a persistência na nova identidade que importa, e não a confirmação instantânea do ambiente ao redor.
É importante entender que ignorar o 3D não significa deixar de resolver problemas, abandonar responsabilidades ou viver desconectado da realidade, você continua estudando, trabalhando, conversando com as pessoas e tomando decisões. A diferença está em não permitir que as circunstâncias determinem aquilo que você acredita ser verdade sobre si mesmo.
Também não significa reprimir emoções, é completamente normal sentir medo, ansiedade ou frustração diante de determinadas situações. O ponto central é não transformar esses momentos em uma identidade permanente, você pode sentir emoções difíceis e, ainda assim, continuar assumindo uma nova versão de si mesmo.
No fim das contas, quando a lei da suposição diz que "a realidade 3D não importa", ela não está afirmando que o mundo externo deve ser ignorado por completo, q ideia é que ele não deve ser tratado como a autoridade máxima sobre a sua vida. Dentro dessa perspectiva, as circunstâncias são transitórias, enquanto o estado que você escolhe ocupar é o que, com o tempo, tende a se refletir na realidade.
Por isso, em vez de perguntar constantemente "o que está acontecendo lá fora?", a lei da suposição convida a fazer uma pergunta diferente: "Quem estou escolhendo ser agora?" é essa mudança de foco que sustenta praticamente todos os outros ensinamentos desse conceito.









