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Tradução (não literal): Garotas negras são a mais pura forma de arte.
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058 - Peter Uka
Always epic watching this 💥 @de.pretoprapreto Estão animados para esse sábado, meu povo? #FreshPrince #2frochicks . . Em grande estilo com a tia Vivian, preta retinta e tão chique, lembrando que a série Um Maluco no Pedaço, vai sofrer um spin-off. . . Estão ansiosos, sim ou claro? . . . #depretoprapreto #artenegra #pretosretintos #retintos #pretos #dança #pretosnopoder #fogonosracistas🔥 #blaclivesmatter #vidaspretasimportam https://www.instagram.com/p/CEFdyHcJB3k/?igshid=iiiptz455xt8
Laços

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Para Arbus | 2016 . . . #queer #queerartist #queerart #fatart #fatartist #artenegra #artebrasileira #artepreta #artegorda #gordoativismo #gayart #selfportrait #autorretratos #lgbtq🌈 (em São Paulo, Brazil) https://www.instagram.com/p/B2CMxzmHdUE/?igshid=kj36tw6iq1y4
Não sou preto, branco ou vermelho;
Tenho as cores e formas que quiser.
Não sou diabo nem santo, sou Exu!
Mando e desmando, traço e risco, faço e desfaço.
Estou e não vou. Tiro e não dou.
Sou Exu!
Passo e cruzo. Traço, misturo e arrasto o pé.
Sou reboliço e alegria.
Rodo, tiro e boto; jogo e faço fé.
Sou nuvem, vento e poeira.
Quando quero, homem e mulher.
Sou das praias e da maré.
Ocupo todos os cantos;
Sou menino, avô, maluco até.
Posso ser João, Maria ou José.
Sou o ponto do cruzamento.
Durmo acordado e ronco falando.
Corro, grito e pulo.
Faço filho assobiando.
Sou argamassa, de sonho, carne e areia.
Sou a gente sem bandeira.
O espeto, meu bastão.
O assento? O vento! …
Sou do mundo, nem do campo, nem da cidade.
Não tenho idade.
Recebo e respondo pelas pontas, pelos chifres da Nação.
Sou Exu.
Sou agito, vida, ação.
Sou os cornos da lua nova; a barriga da lua cheia!…
Quer mais?
Não dou, não tô mais aqui”.
Poema de Exu por Mario Cravo Jr.
Artist Spotlight: Heitor dos Prazeres
Rio de Janeiro/RJ, 1898-1966
Heitor dos Prazeres was an Afro-Brazilian singer, songwriter and painter. Born to a family of musicians, his father, Alexandre dos Prazeres played clarinet for the Brazilian National Guard. His uncle, Hilario Jovino was a composer and presented him with the cavaquinho (an instrument of Samba music) inspiring him to compose his first songs. By the 1920s dos Prazeres become a pioneer of samba in Rio, standing out as one of the most famous composers of the Carioca Carnaval.
In 1936, at the age of 38, after the passing of his wife, dos Prazeres dedicated himself to painting. His portraits depicted the life and effervescent culture of Rio's favelas in his time. He painted samba jam sessions (rodas de samba), the life of the bohemian creatives, the black artists and people on the streets, children playing and the first homes the created - the favelas of Rio.
He became internationally recognized by the form in which he painted the figures, side by side with their eyes lateral. Transposing the figures with bright and brilliant colors, becoming a hero of the Afro-Brazilian creative movement.
Heitor dos Prazeres foi um cantor, compositor e pintor afro-brasileiro. Ele nasceu no Rio de Janeiro no dia 23 de setembro de 1898 e faleceu em 1966, aos 68 anos. Heitor era de uma família de músicos: o pai, Alexandre dos Prazeres, era marceneiro e clarinetista da banda da guarda Nacional, e seu tio, Hilário Jovino, era compositor e foi quem lhe apresentou o cavaquinho e o inspirou a compor as suas primeiras músicas. Já na década de 20, se destacava entre os famosos compositores do carnaval carioca, de maneira que se tornou um dos pioneiros do samba carioca.
No ano de 1936, com 38 anos, sua esposa morreu e ele começou, numa espécie de epifania artística, a se dedicar à pintura. O pintor Heitor dos Prazeres retratava a vida e a cultura efervescente das favelas cariocas na sua época. Pintava roda de samba, a vida boêmia e criativa das pessoas e artistas negros(as) nas ruas, pintava crianças brincando de soltar balões e pipas e as primeiras casas que formaram, o que é hoje, os morros do Rio de Janeiro.
Uma das principais características que fez suas obras serem reconhecidas com exposições numerosas no Brasil e no exterior foram os rostos das pessoas sempre pintados lateralmente com a cabeça e o olhar para o alto. Transpondo com cores brilhantes e alegres o heroísmo e a força criativa do negro brasileiro.
Written by Davi Nunes Translated by Tiffany Auttrianna Ward