“Senza l'amore non c'è odio, senza odio non c'è guerra.
Pensa a quanto l'amore è merda”
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“Senza l'amore non c'è odio, senza odio non c'è guerra.
Pensa a quanto l'amore è merda”

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Dentro l'amore c'è una punta d'odio e viceversa.
Capítulo 113
– Susan
Bruna: Ou pelo menos tenham trancado a porta. – nos olhamos no mesmo instante que a Bruna fala. Minha pele queima de excitação, eu estava tão pronta pra ele começar a me possuir quando elas chegaram.
Luan: Não entrem na cozinha! – meu namorado grita nos puxando para o chão no momento em que Gabi aparece na porta.
Gabi: Ai meu Deus! Eu não vi nada, – exclama — Talvez só sua bunda pi, mas já vi antes então de boa. – ela da risada e eu não me sinto bem ao ouvir isso. Antes de Luan e eu termos qualquer coisa eles tiveram um romance que não durou muito. Não ligo de “compartilhar” homens com minha amiga, mas não me sinto a vontade ao ouvir ela falando isso do meu namorado à essa altura do nosso relacionamento.
Luan pega minha blusa e me dá quando eu me visto e ele faz o mesmo.
Luan: Tudo bem? – levanta uma sobrancelha, provavelmente ele sabe porque de eu ter fechado a cara, na verdade não tinha percebido até notar meus dentes cerrados.
Susan: Sim. – coloco minha calça e prendo o cabelo saindo da cozinha.
As duas falam tanto que provavelmente não iriam notar se não saíssemos da cozinha. — Como vocês chegam assim? – elas reviram os olhos juntas
Gabi: Vocês sabiam que eu viria. Tiveram muito tempo pra transar.
Luan: Na verdade não tivemos.
Bruna: Não acredito em vocês, mas enfim.
Gabi: A Su deve ter dito que eu preciso ir numa palestra em Santa Mônica, – meu namorado assente — E como eu sei que ela não vai se você não for, te aviso que também vai.
Susan: Claro que eu vou sem ele. – digo petulante e ela da uma risada falsa.
Gabi: Anham. Amiga, vocês estão naquela fase de querer transar à todo momento e em qualquer lugar, ok que tem um tempo e que isso já era pra ter passado maaaaas, e eu aposto minha carteira da OAB que ambos não saem separados.
Luan: Ficamos semanas separados Gabi, e duas vezes, então fica na sua vai.
Susan: Como vai ser isso?
Gabi: Serão palestras de direito civil, e vocês não precisaram participar. Então nas horas em que eu não tiver palestra a gente turista por Santa Mônica.
Bruna: Quais serão os horários?
Gabi: As primeiras horas são das oito da manhã até as duas da tarde, serão duas horas de cada palestra, no total três. Eu não queria ir, mas meu professor disse que é muito bom e outra preciso de nota.
Luan: E o segundo horário?
Gabi: Das 19:30 até 21:00 horas, então entre as palestras poderemos sair. – ela sorri
Bruna: Será que vai dar certo? E enquanto você estiver nas palestras?
Gabi: Vocês saem, vão para praia, sei lá.
Susan: Eu não irei passar o dia todo no hotel, já estou falando.
Bruna: Nem eu. Vamos conhecer todos os lugares de Santa Mônica.
Gabi: Ei! – protesta — Nem todos! Não se esqueçam de mim. – meu namorado da risada
Luan: Claro que não Gabizola, não sairemos sem ti. – ela sorri e faz um coração com a mão.
Gabi: Eu vou no domingo pois terei uma palestra bem cedinho lá, então vocês podem ir na segunda. – sorri
Susan: Então está combinado. – sorrio e vejo uma caixa média em cima da mesa de centro — O que é isso? – vejo quando meu namorado olha para irmã
Bruna: É da Xum, ela pediu pra eu pegar na casa de uma amiga, mas nem sei o que tem dentro. – faço que sim
Susan: Tem sorvete, vocês querem?
Gabi: É claro que eu quero.
Bruna: Só aceito se for de chocolate.
Susan: Então você não vai ganhar porque é de flocos. – ela ri e revira os olhos
Bruna: Pode ser também. – nós três ficamos de pé e vamos para cozinha. Pego os potes e nos sentamos na bancada.
Luan: Guardou o outro pra mim né? – faço que sim com a boca cheia de bolo de pote e ele ri. — Já comeram esse bolo? É uma delícia. – a insinuação na voz dele é claríssima e as meninas logo entendem.
Gabi: Eca pi, estou tomando sorvete não me faça vomitar.
Luan: Cala a boca. – abre o freezer e pega o outro sorvete. — Vou ir pro estúdio e provavelmente volto de madrugada. – me avisa. Faço que sim e sorrio.
Susan: Amanhã temos um almoço na casa dos seus pais.
Luan: Aé, os seus também vão né?
Susan: Sim. – olho para as meninas. — Vocês ficarão comigo né?
Bruna: Não posso tenho aula daqui a pouco.
Gabi: Também não amiga.
Susan: Afe, parem de ser assim. Vocês tem de ficar comigo e ponto. – as duas dão risada e meu namorado só nos olha
Gabi: Terminem o que estavam prestes a começar.
Bruna: É, não queremos atrapalhar. – reviro meus olhos
Susan: E vamos mesmo.
As meninas ficam pouco com a gente, então Luan e eu ficamos na sala conversando. — Desculpa por hoje, de verdade. Eu nunca soube dividir as pessoas que eu amo.
Luan: Cê me deixou bem chateado loira, não esperava isso de você, mas sei que é um aprendizado tanto pra mim quanto pra você, pois agora cê ta definitivamente na minha vida.
Susan: Não quero ir embora nunca mais. – ele sorri
Luan: Mas não quero que você volte a falar daquela forma do bebê. Ele não tem culpa de vir ao mundo, quero que você o respeite. – faço que sim me sentindo extremamente arrependida.
Ultimamente é só isso que eu sinto: arrependimento. Faço escolhas erradas e depois não consigo lidar com as consequências. A única coisa que faço é me afundar ainda mais, magoando as pessoas que eu amo.
Não me orgulho de ter dito aquelas palavras, de ter mencionado sentir repulsa ou ódio por aquele serzinho que não tem a capacidade de se defender.
Susan: E eu o farei, a partir de agora. Te prometo.
Luan: Confio em você amor. – se aproxima e beija minha têmpora. Esse gesto faz minhas emoções eclodirem, então apenas abraço meu homem me forçando à não chorar.
Susan: Tenho medo de não conseguir lidar com isso. Quero dizer, quando o bebê nascer e tivermos de ficar separados. – me solta e olha nos meus olhos
Luan: Como assim? Não vamos ficar separados, assim como tenho um compromisso contigo, terei um com meu filho. – ele sorri de leve — É claro que eu vou querer estar com ele à todo momento, mas sei que não será tão fácil quanto parece.
Susan: E se ela quiser voltar para Maringá com o bebê? – a expressão dele diz que não esperava por esta pergunta, principalmente vinda de mim
Luan: Jade está morando aqui agora, tenho certeza de que ela não pensa em voltar. – faço que sim, até porque ele pode esta certo.
Susan: Você precisa estar a par de tudo o que acontece com eles, e também precisa estar por dentro da reforma do quarto.
Luan: Sim, falei isso hoje com minha mãe, ela disse que daqui algumas semanas começa a obra. – mais uma vez eu faço que sim.
Ele vai ter um filho, que não é meu, mas mesmo assim vai assumir (não que eu queira o contrário. Se fez o filho tem de arcar com as consequências), cuidar e participar de tudo que envolva o bebê. Luan merece essa felicidade, e eu preciso aprender a me comportar como adulta e aceitar esse bebê. Tenho certeza de que minha avó ficaria tristíssima se visse minha postura para com o primeiro filho de Luan.
(…)
— Amor, acorda. – ouço a voz do meu namorado. Ele parece impaciente — Vamo loira, abre os olhos. – então eu o faço, ainda extremamente sonolenta.
Susan: O que você quer amor? – eu pergunto num tom calmo, calmo até demais para ele estar me acordando à essa hora.
Luan: Vem ver uma coisa. – puxa a coberta expondo minhas pernas nuas, fazendo e sentir frio no mesmo instante. Fico de pé e puxo a camisa dele até as coxas.
Susan: Ver o que? – coço o olho enquanto caminho atrás dele que segura firmemente na minha mão.
Luan: Cê vai gostar. – para ao chegar na sala, isso me faz bater contra suas costas. Então, Luan se afasta, dando-me espaço para passar. Meus olhos se arregalam ao ver o que ele fez. Tem um buquê enorme de tulipas amarelas, balões com formato de coração, e nossas fotos penduradas em cordões nos balões que flutuam pela sala. E nos balões formam a frase: “feliz quatro meses minha bebê”.
Minha mão vai para boca, eu caminho até as flores, pego-as e sinto seu perfume maravilhoso. Em seguida, olho para cada foto, e vejo algumas que nem sabia que existiam, umas são minhas dormindo, outras rindo de algo, e a que me chamou mais atenção; somos nós olhando um para o outro. Olhar apaixonado e sincero. Eu estou com as mãos no rosto dele e ele sorri, um sorriso tão lindo que me faz amar à cada segundo mais.
Me lembro desse dia, foi no aniversário da Bu.
— Fala alguma coisa…
Olho para ele que está mordendo as pelinhas ao redor das unhas. Então eu sorrio e me aproximo dele. Deixo o buquê em cima do aparador e me penduro em seu pescoço beijando-o.
Susan: É lindo! Eu amei, – exclamo com entusiasmo e ele sorri — Confesso que estava preparando algo mais modesto, – meu namorado da risada. — Algo como uma camisa? E um cartão? – agora ele gargalha e eu sorrio
Luan: Tudo que você fizer é mais do que especial amor. Tem mais uma coisa. – me solta e caminha até o centro da sala.
Susan: Mais?
Luan: É pra você. – me entrega uma caixa retangular, na cor marrom caramelo bem claro.
Susan: Não é a caixa da sua mãe? – balança a cabeça.
Luan: Chegou mais cedo do que eu esperava, então combinei com a pi de falar que era da Xum, porque sei que cê não ia querer abrir.
Susan: Sim! – abro a caixa e vejo escrito nos chocolates “feliz quatro meses”, meu sorriso se alarga e sinto meus olhos lacrimejarem. — Você vai me fazer chorar.
Luan: Essa é a intenção. – percebo só agora que toca nossa música. Agora cantada na voz do meu homem, e está a coisa mais maravilhosa. — E não esqueci do nosso jantar. Me puxa para cozinha, onde a mesa está posta e o cheiro está maravilhoso.
Susan: Como você conseguiu fazer tudo isso? – me sento
Luan: Tive ajuda de algumas pessoas. – sorri ao sentar na minha frente
Susan: Vou chutar, sua mãe, Bu, Gabi e Rober? – ele ri e assente — Como?
Luan: Falei com eles tem uns dois dias, deu tempo de revelar as fotos e encomendar os doces.
Susan: Aquela foto em que estamos nos olhando, quem tirou?
Luan: Testa. Eu havia pedido que ele tirasse uma foto nossa bem bonita, porém em que estivéssemos distraídos, creio que ele achou o momento perfeito.
Susan: Sim. – sorrio olhando para ele. — Eu arrumei o melhor namorado da vida! Nunca recebi uma coisa tão linda como essa. – aponto para sala e ele sorri
Luan: Sou de peixes amor, gosto de coisas gays.
Susan: Tá falando que as aquarianas não? – questiono em tom de brincadeira e ele sorri fazendo que sim.
Luan: Pelo menos a minha aquariana sim. Cê ta com fome? – faço que sim e abrindo as embalagens podemos comer. É uma das comidas favoritas dele, feita por minha sogra maravilhosa, e está divina.
Susan: Eu amo a comida da sua mãe, misericórdia. – ele ri — Por que você não esperou até amanhecer?
Luan: Por que os balões podiam murchar, então quis garantir. – faço que sim
Susan: O que vocês fizeram no estúdio hoje?
Luan: Gravei nossa música. Queria que fosse a primeira coisa que você ouvisse. – eu sorrio
Susan: Você pensou em tudo meu! Eu não tenho essa disposição não.
Luan: É só mais uma prova de que você sempre será minha prioridade. – toco na mão dele
Eu sei que na parte teórica é sempre mais fácil, que podemos prometer tudo, mas tenho medo é na prática mesmo. E se ele preferir ficar na casa dos pais? Não voltar pra casa? E se ele começar a me esquecer? Tenho medo de perder Luan de novo. — Ei, tudo vai ficar bem. – a certeza na voz dele acalma meu coração, pelo menos por enquanto.
Jantamos em um silêncio confortável, vamos para o quarto, escovamos os dentes juntos. — O que você acha de eu fazer umas tranças igual do vikings? – olho para o cabelo dele que está maior do que estou acostumada.
Susan: Não vai dar certo, ta curto ainda. Agora o meu da. – ele revira os olhos
Luan: Para de ser poser, porque eu que gosto da série.
Susan: Eu assisti alguns episódios!
Luan: E eu a série toda! – diz sorrindo
Susan: Ok, você está certo. – me encosto na pia. — Vem cá, deixa eu tentar prender seu cabelo. – sento na pia após pegar um elástico meu. Passo a escova penteando para trás. — Ah, ficou lindo. – sorrio olhando para o que eu fiz e vejo meu namorado dando uma risadinha antes de realmente se olhar no espelho e reconsiderar
Luan: Gostei. Vou usar agora só assim. – olho para seu cabelo, que está a coisa mais linda.
Susan: Vai ficar ainda mais gato. – o olhar dele se cruza com o meu, ele sorri e se aproxima de mim para dar-me um beijo. Beijo esse que se estende e quando percebo já estamos na cama…
Engraçado como existem pessoas que despertam nossos dois lados. Aquele que nos faz tentar ser a melhor versão de nós mesmos. E aquela que nos torna a pessoa mais rancorosa e estressada que nunca imaginávamos ser. Será que essa história de querer socar a pessoa, mas ao mesmo tempo, correr para os seus braços é normal? Não sei. Por isso prefiro fechar-me em meu mundo, e não transparecer quaisquer que seja o sentimento que invada o meu ser.
- Soettejhe
Capítulo 110
– Luan
Ela estava dormindo quando eu entrei de novo no quarto, a febre finalmente cedeu e minha loira está até mais corada.
O jantar com minha mãe fez bem para ela, claro que eu gostaria de não estar mentindo pra Xum, ela não merece que eu esconda que passei a semana toda longe da Susan. Foram os dias mais longos da minha vida, eu sofri demais e ainda não consegui conversar com a loira. Ela enrolou e não falou absolutamente nada. Sempre que eu tocava no assunto ela mudava e dizia que minha mãe poderia nos ouvir. E de certa forma, eu estava agradecendo ela por isso, não queria ter de lidar com outra briga e ter que ir embora. De novo.
Agora estou eu olhando para a mulher da minha vida dormindo na nossa cama, e eu não sei se me deito com ela e durmo também ou se vou para um dos quartos vazios do apartamento. Pego uma das cobertas que está no chão, me enrolo e vou para sala.
Deixo a tevê ligada num volume baixo e pego no sono em seguida.
Susan: Luan, – eu acordo num sobressalto olhando para loira — Calma, eu só ia falar pra você ir deitar lá na cama. – passo a mão no rosto
Eu: Não, to bem aqui.
Susan: Com certeza – revira os olhos. — Vem logo. – puxa a coberta e vai em direção ao quarto. Ainda é de madrugada e eu estou tão cansado.
Loira está deitada e com a coberta até a orelha.
Eu: Tá com febre de novo?
Susan: Não. – ela está mentindo que eu sei. Volto na cozinha e pego água. Faço minha namorada tomar o remédio e assim que a febre dela baixa de novo eu finalmente consigo dormir.
Estou sonhando com a loira falando coisas que eu não entendo, gemendo e não uma coisa prazerosa, e sim de dor. Abro os meus olhos e vejo ela suando e delirando ao meu lado. Provavelmente a febre está muito mais alta.
Me desespero, por não saber o que fazer. Nunca vi ela assim e tenho certeza que não é emocional. Eu já estou aqui e era pra Susan já estar bem, respondendo ao remédio e não delirando de febre.
Eu: Loira, acorda. – ela não me ouve o que me deixa bem preocupado. Ligo pros pais dela, eles precisam vir.
Quando consigo fazer ela abrir os olhos, minha loira me olha com desespero total e seus olhos se enchem de lágrimas. — A gente precisa ir no médico. Vem levanta.
Susan: Eu não quero. Não me faça ter de voltar lá.
Eu: Você precisa ir e fazer exames loira, não é normal isso. Vem. – ouço a porta da frente ser aberta com violência e em segundos seus pais já estão no quarto.
Roberta: Eu ajudo você a se vestir filha, vem. – não olha para mim e Fabrízio e eu vamos para sala
Fabrízio: Quando começou a febre?
Eu: Não sei direito, quando acordei ela já estava delirando e com muita febre. – ele assente e sorri de leve.
Fabrízio: Você sabe que não precisa ir né?
Eu: Na verdade eu preciso sim. – volto para o quarto entro no closet e troco de roupa rapidamente. Coloco uma touca e pego meu óculos escuros.
Ao chegarmos no hospital, ela passa pela triagem e depois pelos médicos antes de fazer uma bateria de exames.
Fernando: Quero te manter em observação essa noite Susan.
Susan: Não. Eu não vou ficar aqui.
Roberta: Vai sim. – diz com o tom de voz firme o que não intimida a filha
Susan: Eu só fico se for na sala de soro, caso contrário não.
Fernando: Lá não é lugar para observação Susan.
Susan: Eu sei, mas é o único lugar em que eu não vejo meu amigo morto. – todos da sala ficam estáticos e sem saber o que falar.
Roberta: Você está agindo como uma criança, chega né!? – a filha se cala e recosta na cadeira
Fernando: Ok, mas se sua febre não baixar a senhorita vai para um quarto. E como eu sou o seu médico e você está no meu hospital, terá de seguir minhas regras. – loira fica em silêncio, talvez planejando como ir embora sem que percebam. — Assim que o resultado dos exames saírem eu aviso vocês. Podem ir para a sala de espera.
E assim nós fazemos. Ficamos lá cerca de meia hora, e quando conseguimos ir ver o médico de novo ele nos diz que é infecção de urina. Era por causa disso que a febre dela voltava toda hora.
Ele receita remédio na veia e diz que se a febre baixar e depois de duas horas não voltar ela poderá ir para casa. Infelizmente isso não acontece. Uma hora e meia depois a febre volta, e um pouco mais alta que antes. Claro que isso nos preocupa demais, principalmente eu.
Eu: Não tem como ser emocional essa febre!
Fernando: O amigo dela faleceu neste hospital Luan, é claro que ela pensa nisso toda vez que entra aqui, então sim, é emocional.
Eu: Então transfere ela para outro hospital se esse é o problema.
Fernando: Eu não vou fazer isso Luan. Ela ficará aqui e vão sim levá-la para o quarto. – ele diz isso e sai de perto de mim.
Enfermeira: Posso te ajudar? – pergunta para Susan que a encara feio
Susan: Estou bem aqui.
Enfermeira: Você precisa ir para o quarto.
Susan: Não toca em mim. – se altera e eu no instinto me aproximo dela.
Eu: Deixa comigo. – digo para enfermeira que se afasta — Eu tentei te manter aqui, mas aquele médico não deixa. Vamos pro quarto, eu não vou sair do seu lado. – ela hesita muito mas fica de pé com a minha ajuda e podemos ir para o quarto.
Os pais dela o tempo todo tentam ver se ela está sem febre para que possamos ir embora, porém minha namorada não colabora. Ela não tomou o remédio que a enfermeira deu, vi quando ela tirou o remédio debaixo da língua e jogou na plantinha ao lado da cama dela. — Cê quer ir para casa não quer?
Susan: É claro.
Eu: Então toma o remédio pra sua febre baixar e nós vamos embora. – ela me olha e a Roberta entra no quarto
Roberta: O médico está vindo.
Fernando: Sua febre baixou? – examina minha namorada
Susan: Se eu tivesse tomado o remédio não estaria com febre.
Fernando: A enfermeira não veio? – minha namorada nega e eu olho para ela incrédulo — Vou pedir para outra vir. Assim que estiver sem febre pode ir pra casa.
Susan: Fala para ela vir agora.
Quando finalmente a febre dela baixa e não volta por duas horas nós vamos embora. O dia está amanhecendo e eu estou esgotado, se eu encostar eu durmo e só acordo amanhã. Ao entrarmos no apartamento loira vai direto pro quarto e apaga em minutos. Eu fico com os pais dela na sala por mais uma hora e eles vão embora. Vou até o quarto e acabo pegando no sono deitado na beirada da cama.
(…)
Eu: Se sente melhor?
Susan: Sim.
Eu: Cê tem que tomar uns remédios pra infecção. Vou pegar. – fico de pé e a faço tomar tudo. Eu tomo um banho longo pra tentar tirar a tensão dos meus ombros. Precisamos conversar porque eu realmente não sei o que estamos tendo.
Desde que eu cheguei nesse apartamento eu não encostei nela da forma que gostaria, porque quero que tenhamos a conversa definitiva para saber se devo toca-la ou ir embora. — Loira, – chamo quando volto pro quarto. Ela está secando o cabelo e me olha.
Susan: Fala. – continuo encarando ela. Como essa mulher é linda. Ela me conquistou de uma maneira que agora eu não consigo me desprender. Não quero ter essa conversa e acabar com a nossa bolha. Quando ela desliga o secador para que eu fale, sei que não posso voltar atrás.
Eu: Por que você mentiu?
Susan: Naquele momento eu pensei que soaria tão ridículo que você sentiria vergonha de mim, então quando percebi eu já havia dito que iria na Esther mas na verdade estava na casa de repouso.
Eu: Quantos dias na semana você ia lá?
Susan: Todos. Tentava conciliar entre a loja, e o tempo em que você não estaria em casa ou não perceberia que eu não estava. – fico surpreso por não ter suspeitado de nada. Loira fez tudo certinho e me enganou.
Eu: Cê sabe que quando o assunto é a sua avó eu te entendo e te apoio. Só acho que você deveria confiar em mim para contar. – ela suspira e larga o secador na cama olhando para mim
Susan: Eu também, estou bem arrependida, de verdade. A cada dia em que tinha de mentir, eu me sentia pior. Eu sei que não foi certo, mas eu estava tão paranoica Luan, que eu não pensava com coerência.
Eu: É, tenho que concordar. – não sinto raiva, não estamos gritando. O que estamos fazendo é conversar como dois adultos maduros. Discutindo a relação de uma forma digna. Sorrio com esse pensamento, pois acho que já tenho o veredito.
Susan: Desculpa se eu fui uma mimada, e não me importei com o que e a mentira causaria para nós, é só que, eu tenho um problema Luan, – ela está com aquela voz de quem vai chorar
— E eu não consigo melhorar, eu não consigo pensar direito, e quando estou contigo é tudo tão mais leve, eu não preciso mentir para todos sobre o que eu tô sentido. Você me faz ser tão eu, tão livre e nessa semana eu me senti tão frágil, tão desamparada. – um soluço escapa da garganta dela, mas ela não chora. — Eu sinto muito por ter mentido e acabado com o que tanto lutamos para ter. – da de ombros. Me aproximo lentamente dela e abraço minha mulher, beijo o topo de sua cabeça e de alguma forma conforto ela.
Eu: Não precisa ficar longe de mim. Eu nunca fui embora de verdade. Meu corpo estava na Gabi mas meu coração e minha mente estavam aqui contigo, o tempo todo. – loira se aperta em mim deixando todas as lágrimas caírem. Sentindo-se aliviada, me deixando mais tranquilo também. E então a gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.
Minhas mãos foram de sua cintura para sua cabeça. Loira a inclinou para trás olhando nos meus olhos. Aproximei meu rosto e beijei ela. Senti meu chão rodar, meu coração acelerou e a adrenalina foi liberada em meu corpo.
— Eu amo você. – tiro a blusa dela
Susan: Te amo. – me empurra de leve para a cama. Puxo ela para o mais perto que eu consigo, beijo-a, aperto, olho para cada detalhe dela incapaz de fechar meus olhos.
Não posso perder nada, e não vou. Ela deita na cama olhando para mim com aqueles olhos azuis que agora parecem ganhar uma cor extra, assim deixando-os ainda mais lindos.
Estou com tanta saudade que nem sei por onde começar. Quero aproveitar cada segundo que teremos aqui.
Esse momento é nosso, e ninguém pode estragar.
Eu: Estava morrendo de saudade. – murmuro quando meu ritmo cardíaco diminui e minha respiração desacelera.
Susan: Eu também. – passa a mão no cabelo olhando para mim. — Tinha esquecido no quão bom nisso você é, – sorrio.
Eu: Passamos uma semana e meia separados e você já esqueceu como sou maravilhoso na cama? – minha loira da risada
Susan: Pode ser que eu ainda não tenha me lembrado totalmente. Acho que terei de experimentar de novo pra lembrar.
Eu: Mas é claro. Seu desejo é uma ordem. – digo indo para cima dela
Acabamos dormindo o dia todo e quando eu acordo, é com alguém batendo na porta. Eu coloco minha roupa e vou atender.
Gabi: Achei que tinha morrido. Por que não me avisou que ela estava mal e que foi parar no hospital? – praticamente grita
Eu: Eu ia te contar, mas aconteceu tanta coisa.
Gabi: Eu tentando ajudar os dois e você estava aqui. Pi assim eu não consigo fazer ela parar de se culpar.
Eu: Já nos resolvemos. – me olha
Gabi: Que bom. Ela está vestida?
Eu: Tá dormindo.
Gabi: Preciso ver minha amiga. – antes que eu diga qualquer coisa ela entra e sorri aliviada ao ver a amiga dormindo. Gabi diz que elas precisam conversar e que ama muito minha loira. Também diz para loira nunca mais deixar a chave virada na fechadura pra evitar a entrada dela no apartamento. — Eu juro que da próxima vez eu quebro a porta e te arrasto pelos cabelos. Se cuida. – minha namorada apenas resmunga ainda dormindo em um sono pesado. — Tchau. – diz passando por mim
Eu: Vai aonde? – questiono ao ver a roupa dela
Gabi: Sair com o pessoal da faculdade. Se minha amiga piorar é pra você me ligar. – diz olhando feio para mim. Ela fecha a porta atrás dela sem deixar eu responder.
Essa foi nossa reconciliação? Conversamos e como sempre fazemos, terminamos as coisas na cama. E se quando ela acordar não querer me ver?
Eu realmente quero que dê certo de novo, que nós dois façamos de tudo para melhorar e não deixar que bobeiras destruam nossa relação.
Quando eu volto para cama, ela ainda dorme, porém tem algo de diferente nela, não sei o que, mas tem.
(…)
Susan: Que foi?
Eu: É isso então? Quer dizer, estamos bem? – ela para e me olha. Percebo que ela se faz essa mesma pergunta
Susan: Acho que sim. – da um sorriso. — Eu nunca tive isso, – murmura gesticulando dentre nós. — Sempre quando acabava, realmente acabava.
Eu: Só preciso te pedir uma coisa, – ela assente…

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Entre Chamas e Cinzas
Em meio à tempestade de sentimentos que os consumia, Lara e Rafael eram fogo e gelo, dois polos opostos que não conseguiam se afastar nem que quisessem. Desde o primeiro encontro, a faísca acendeu um incêndio impossível de apagar.
Lara era uma mulher forte, de olhar penetrante e palavras afiadas. Rafael, arrogante e irresistível, tinha um jeito que desafiava tudo ao seu redor. Eles se odiavam com a mesma intensidade que se desejavam.
Cada discussão era um duelo, cada troca de olhares um convite proibido. Naquela noite chuvosa, quando o mundo parecia desabar sobre eles, a tensão atingiu seu ápice. Lara estava prestes a partir quando Rafael agarrou seu braço com força, puxando-a para perto.
— Você não sabe o que está fazendo — murmurou ele contra seus lábios.
E foi nesse momento que tudo explodiu: ódio, desejo, medo e paixão se misturaram em um beijo ardente, cheio de promessas silenciosas.
Entre sussurros e toques desesperados, eles descobriram que o amor mais verdadeiro pode nascer das cinzas do ódio mais profundo. E naquela noite, sob a tempestade, Lara e Rafael entregaram-se a uma paixão que queimaria para sempre em suas almas.
Capítulo 1
Ass: AaMenergy
Recado dado.
Fonte: facebook.com