âł Seokjin: Ele havia chegado em casa de madrugada - uma das partes ruins do "trabalho" dele era essa - e deixou o blazer no braço do sofĂĄ, subindo as escadas e esperando encontrar vocĂȘ no quarto ou talvez acordada vendo algo na TV jĂĄ que Ă s vezes gostava de espera-lo chegar, mesmo que fosse muito tarde. Mas quando ele chegou na porta do quarto e viu a cama vazia, os cobertores desarrumados, o seu cheiro ainda no ar. Ele viu seu celular no chĂŁo, a tela trincada e suspirou, franzindo as sobrancelhas. Algo estava fora do lugar. VocĂȘ nunca saia de casa sem avisa-lo, e/ou se o fizesse, sempre levava seguranças. Ele ligou para cada um para confirmar o que suspeitava: VocĂȘ nĂŁo estava com nenhum deles. Ele chamou todos os seus homens, e os dividiu em dois grupos: O primeiro procuraria nos lados, norte e sul enquanto o segundo, no leste e oeste. E deixou um aviso: - SĂł voltem quando encontra-la. Quero ela viva. E se voltarem sem ela, eu mato cada um de vocĂȘs. Entendido? âł Namjoon: Os integrantes da gangue rival te pegaram na saĂda da escola, por uma breve distração dos seguranças que Namjoon havia contratado. E agora, um deles contava a infeliz notĂcia ao chefe, que voou no pescoço dele. - O que disse? O homem engoliu em seco, sentindo as mĂŁos do mais alto apertando-se cada vez mais em volta de seu pescoço, e a feição dele, era assustadora. NĂŁo negava ser o mafioso mais perigoso de Seoul. - C-chefe. - Engoliu em seco. - NĂŁo foi intencional. Nos distraĂm- - Eu estou pouco me fodendo! Eu contratei vocĂȘs, seus filhos da puta, pra proteger a S/N! Mas que porra! - Ele soltou a garganta do outro e se virou de costas, jogando tudo que estava em cima de sua mesa, no chĂŁo. Seu peito arfava desesperado, o cabelo bagunçado, as mĂŁos tremiam. Ele nĂŁo podia pensar que alguĂ©m te machucaria, ele nĂŁo permitiria que o fizessem. Ele te prometera isso. - EstĂŁo demitidos. Todos. Os homens saĂram da sala, quietos. Namjoon rosnou e sacou o telefone, ligando para os nĂșmeros que tinha decorado. - Hoseok, me ajuda. Eles pegaram ela, Hoseok. - Merda. Estamos indo. - O telefone foi desligado e ele sabia que seus homens estavam a caminho. âł Yoongi: Ele contratou o que se poderia chamar de exĂ©rcito. Ele nĂŁo se importava de torrar todo seu dinheiro em armas, contratando assassinos profissionais e homens para te procurar. Ele apenas queria vocĂȘ de volta. E faria qualquer coisa por isso. Moveria Seoul e iria atĂ© o inferno, mas ele te encontraria. Fez acordos com traficantes para que eles os cobrissem na missĂŁo, e assim ele e seus homens entrassem no galpĂŁo onde vocĂȘ fora localizada. NĂŁo demorou muito para que eles conseguissem acesso, e Yoongi correu para checar o lugar todo, te procurando, enquanto deu a ordem para que seus homens matassem todos que encontrassem. E quando ele a tivesse em seus braços, mesmo que fraca, chorando e tremendo, ele suspiraria aliviado e mesmo nĂŁo sendo um fiel religioso, agradeceria a todos os Deuses por nĂŁo ter te perdido. âł Jhope: Assim como Yoongi, nĂŁo pouparia esforços para te achar. Contrataria os melhores hackers do mundo e entraria em contato no mesmo dia com seus sequestradores. Enquanto ele fingia negociar com eles no telefone, seus homens jĂĄ estavam chegando no local onde vocĂȘ estava escondida. Faltava pouco para acertarem o valor, Jhope estava nervoso, aflito e ansioso, mas sabia muito bem disfarçar com sua lĂĄbia incrĂvel. - Vou te passar o nĂșmero da conta. - O sequestrador disse. E no mesmo instante um segurança sinalizou para Jhope que haviam te achado, ele suspirou e riu. - Vai se fuder. E sĂł um aviso: Eu vou te matar. âł Jimin: Ele nĂŁo dormia bem, nem comia, talvez a Ășnica coisa que lembrasse vagamente de fazer era beber ĂĄgua, uma ou duas vezes ao dia. A casa nunca fora tĂŁo vazia. Ele estava acostumado a sua presença alegre e radiante, a vocĂȘ dançando a uma musica qualquer descalço, desfilando com um dos milhares vestidos que ele havia te dado, de forma engraçada, fazendo caras e bocas. Ele riu mĂłrbido com a lembrança. E o copo de ĂĄgua deslizou entre seus dedos, indo ao chĂŁo. Ele apertou a testa e apoiou a outra mĂŁo no balcĂŁo. Sentia tanto a sua falta que chegava a doer. Machucava acordar sem vocĂȘ ao lado, a casa silenciosa e escura. Sem vida. NĂŁo existia Jimin sem vocĂȘ. HĂĄ um mĂȘs vocĂȘ havia sido sequestrada por seus inimigos e ele se sentia extremamente culpado. AtĂ© ouvir a porta bater e abriu os olhos, para encontrar sua figura instĂĄvel e cheia de machucados a sua frente, mesmo assim vocĂȘ sorriu, porque estava feliz em ve-lo. - J-jimin.... - VocĂȘ sussurrou deixando as lĂĄgrimas caĂrem e ele correu atĂ© vocĂȘ. Abraçando seu mundo. âł Taehyung: O mais poderoso mafioso de toda Seoul. Todos temiam esse nome. Mas parecia que quem te sequestrou estava tentando testar a paciĂȘncia de Kim Taehyung. - Como assim, nĂŁo acharam ? - Ele espalmou as mĂŁos na mesa, lançando um olhar ao homem a sua frente. - Procuramos, em todos lugares, senhor. Sinto muito. - Ele adicionou rapidamente, jĂĄ temendo a reação do chefe. Taehyung riu. - Ouça, bem. - Ele fez uma pausa, olhando nos olhos do outro. - VĂĄ do cĂ©u ao inferno, procure em cada canto dessa porra de cidade, porque eu quero a minha garota de volta. Eu preciso repetir ou vou ter que desenhar? A voz dele apesar de baixa, era completamente assustadora. O tom rouco, era quase assassino. O homem assentiu repetidas vezes e saiu correndo do escritĂłrio dele. Enquanto Taehyung desabou na cadeira, arrependido de ter te exposto ao perigo te envolvendo no mundo dele. âł Jungkook: Ele procurava com uma quantidade excessiva de homens, em cada canto, nĂŁo fazia nada alĂ©m disso. NĂŁo pensava em mais nada, ele apenas tinha que te encontrar. Ele tinha olheiras fundas abaixo dos olhos, a boca seca, nĂŁo sorria, nem falava, parecia quase um morto vivo. Havia acabado de voltar de mais uma missĂŁo de te achar, que havia falhado, de novo. Ele adentrou a sala de casa, encontrando os meninos no sofĂĄ, que levantaram ansiosos para saber se vocĂȘ havia aparecido e ele negou, sentindo a visĂŁo turva. Jungkook sentiu os joelhos cederem abaixo de si e caiu. Viu sapatos a sua frente, a visĂŁo borrada, instĂĄvel, mal ouvia o que era dito. - Jungkook. Fique aqui. Podemos procurar por ela. Descanse. VocĂȘ tem feito isso hĂĄ dois meses. - NĂŁo conseguiu identificar de quem era a voz, mas talvez fosse de Taehyung ou de Yoongi. Ele nĂŁo sabia. - Hyung. Eu n-nĂŁo.... Eu preciso, p-preciso encontrar.... - Jungkook nĂŁo conseguiu terminar a frase, apagou antes disso. E sua surpresa foi, acordar trĂȘs dias depois, com um soro ao lado, e vocĂȘ do outro lado da cama, sorrindo fraco, com um curativo no supercĂlio. Ele nĂŁo ligou se tinha uma agulha no braço, nem do quĂŁo fraco estava, apenas te abraçou e deixou-se chorar. - Jagiya.... __________________________________ Desculpa a demora (mesmo), e espero que tenham gostado đ ~mochi