"A ansiedade me devorou por inteira, dela me fez prisioneira, senti na alma, mente e pele sua fome insaciável, ela me dominou. Tive a pior experiência, fui possuída pela loucura e sensações que não consigo descrever, parecia que todos os meus estados de humor queriam prevalecer.
Em alguns momentos estava me afogando, pulmões contraídos; ao mesmo tempo, oxigênio em excesso, respiração acelerada, nem a velocidade da luz seria pálio para meus batimentos cardíacos. Um misto de perfeccionismo com estresse e agonia. Nem mesmo o tarja preta foi capaz de detê-la.
Tinha em mim a necessidade constante de me contrariar, distrair, sentir outra coisa ou uma única coisa, por isso me retaliei, vi o vermelho se difundir com o branco do piso molhado do banheiro..."











